Clientes pedem ceias prontas no DF

Dez/08 - Luciana Navarro - Correio Braziliense

A menos de uma semana para o Natal, confeitarias, restaurantes e padarias ainda recebem encomendas para a ceia. Quem quiser desfrutar da comodidade de ter a refeição preparada por uma equipe de profissionais precisa correr para fazer o pedido. Muitas empresas só receberão solicitações até sábado. Isso porque já estão quase no limite da capacidade de produção. Pelo que mostra a demanda elevada, a crise financeira passou longe da ceia comprada pronta.

É o caso da Casa de Biscoitos Mineiros, que ampliou a loja da Asa Norte e mesmo assim teme não conseguir atender o aumento dos clientes. Nas duas casas da rede, a expectativa é receber aproximadamente 800 pedidos neste Natal. “Não vamos passar desse total porque não temos espaço”, afirma Andréia Regina Teixeira, uma das sócias. As lojas vendem comidas para todos os paladares. Fazem de rabanadas por R$ 28 o quilo a ceias completas que ultrapassam a casa dos R$ 1.000. A procura pelas guloseimas feitas pela família mineira é tanta que a empresa estuda aumentar novamente a capacidade instalada em 2009.

Na Quitinete, a padaria e restaurante da chefe Mara Alcamin, as encomendas cresceram 20% neste Natal. “Eu achava que os problemas na economia iam fazer os pedidos cair, mas percebo que vamos superar o ano passado”, avalia Mara. Segundo ela, além dos assados tradicionais do Natal — chester, peru, tender, lombo e pernil — tábuas de frios também estão sendo muito procuradas. Mara atribui essa demanda à lei seca, que faz muitas pessoas beberem em casa e levarem queijos e embutidos para acompanhar.

Na Panitália da 116 Norte o clima também é de otimismo. A estimativa é chegar a domingo com 300 pedidos. A maioria das encomendas até agora são para ceias completas. Para 20 pessoas, a refeição sai por R$ 1.100. “Estamos com o movimento mais forte que no ano passado”, comemora Telma Gomes , gerente da loja.

A venda de encomendas para o Natal é uma boa estratégia para empresários fazerem caixa, explica Fernando Cabral, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Distrito Federal (Abrasel). “Estamos com casas cheias por conta das confraternizações e temos um faturamento adicional com as encomendas”, diz. “É uma boa alternativa para ganhar dinheiro sem custos elevados porque a estrutura necessária para a produção está pronta e montada”, acrescenta.

Preços sobem 0,83% no DF

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) foi mais forte em Brasília do que na média do país na segunda semana de dezembro. O indicador ficou em 0,83% na capital federal contra 0,73% na média nacional. Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro também ficaram acima da média brasileira: 0,74%, 1,03% e 1,25%, respectivamente. O grupo alimentação é o principal responsável pelo aumento do IPC-S no Distrito Federal. Só as hortaliças e legumes subiram 13,5%. (Luciana Navarro)

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