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Demissões crescem 35%
Dez/08 - Diário de Cuiabá Demissões crescem 35% na Capital e já superam 2007
Nem mesmo os proprietários e trabalhadores do segmento de bares e restaurantes em Cuiabá escaparam da crise financeira que vem atingindo o mercado mundial nos últimos meses. De acordo com levantamentos preliminares realizados pelo Sindicato dos Empregados do segmento (Sindecombares/MT), neste ano já foram demitidos cerca de 1,453 mil trabalhadores na Capital – entre eles garçons, cozinheiros e barmans -contra 1,080 mil nos doze meses de 2007. São 373 desempregados a mais no mercado em relação ao ano passado. Por conta dela [a crise], o número de demissões neste ano, que ainda não foi fechado, já é 35% superior em relação ao ano passado, com incidência maior nos meses de outubro, novembro e dezembro, normalmente com alto índice de dispensas, por isso há a expectativa de que esse número possa aumentar até o final deste ano. O mês com praticamente zero em demissões é abril, pois antecede a data-base da categoria que é maio. O Sindicato revela, ainda, que o número de demissões é certamente bem superior ao apresentado pelas estatísticas, pois não existe qualquer controle sobre as rescisões trabalhistas com menos de um ano de serviço. Pela legislação, não há obrigatoriedade delas passarem pelo Sindicato e nem pela Delegacia Regional de Trabalho e Emprego (DRTE/MT). São realizadas nas próprias empresas. Mesmo assim, muitos ainda acreditam numa melhora nesses últimos dias que faltam para o fechamento do ano. Principalmente, pelo aumento das contratações temporárias, comum em períodos de festas. Mas uma possível recuperação mesmo só a partir de fevereiro, já que janeiro também é um mês com alto índice de demissões. É o que espera o garçom Manoel Farias que, agora desempregado, quer conseguir um desses trabalhos temporários, para depois procurar algo mais estável. “Espero não ficar parado, pois tenho família para sustentar”, afirmou. Wagner Ever de Oliveira Souza, 28 anos, auxiliar administrativo, é mais um desempregado na praça. Ele associa sua atual situação entre a retração de mercado e a procura por melhores salários. “A crise fez com que as empresas enxugassem suas folhas de serviço. No momento não tenho nada em vista, mas vou aproveitar este tempo em busca de uma melhor qualificação”, disse. DECEPÇÃO – Para o presidente do Sindecombares/MT, Sidnei da Silva, este ano se revelava, até antes da crise, como um excelente ano para o setor. Segundo ele, com os investimentos que vinham sendo injetados tanto pelo governo federal como pelo estadual, todas as áreas da economia estavam aquecidas e em Mato Grosso, por ser um Estado com forte aptidão turística, o setor de bares, restaurantes e hotelaria tinha tudo para crescer e, conseqüentemente, haver uma sensível diminuição no desemprego. “Este alto índice de demissões poderá ser contornado, desde que a economia brasileira mantenha um bom nível de crescimento em 2009. E o objetivo é investir cada vez mais na profissionalização, pois, como já disseram anteriormente, o profissional qualificado dificilmente fica parado”.
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