Quem conheceu Campinas 30 anos atrás, sabe que (como já disse em outra edição) eram poucos os bares e restaurantes. Imagine, então, as opções orientais!!!
Taka, Matsu e outro no Castelo, onde hoje funciona o Teppan. E, para mais endereços, o cliente deveria pegar a Anhanguera ou Bandeirantes e escolher entre os muitos do gênero em Sampa.
Em verdade, não sabemos se não havia público ou não haviam muitas ofertas em iguarias japonesas. Na época, eram muito mais populares os pratos chineses, já devidamente adaptados ao nosso paladar e menos assustadores que enguias, tubarões e outros, até então, impensáveis para os nossos hábitos alimentares. Confesso que a mim também intimidavam. E mais: fui resistente durante anos à peixes crus
Ao longo destes anos, vários foram os japas que abriram em Campinas. Tantos deles fecharam. Outros, se reinventaram. E alguns surpreenderam.
O mais antigo deles, Taka, que trabalhou durante anos no Taquaral, mudou-se para o Cambuí e acabou por fechar suas portas (por favor, deem notícias se estiverem ativos em algum canto da cidade).
Nishino também marcou época e, por um bom tempo, nadou sozinho de braçada. Aí, Teryaki veio com uma proposta inovadora, ambiente agradabilíssimo, bom serviço, mas, depois de alguns anos sucumbiu diante do exigente público da região, fechou e acabou por deixar saudade.
Matsu mudou-se para o Taquaral - com menos glamour e mais fidelidade às origens. Deu tão certo que abriu também no Cambuí com mais charme e casa sempre lotada nos dois endereços. No terceiro restaurante da rede não encontrei o mesmo padrão de serviços e ambiente tão simpático quanto nas duas primeiras. Particularmente, adoro a da Padre Almeida. Realmente, um charme!!!
Kindai, Daitan, Doshi e outros tantos (na linha fast food) que se espalham pelos shoppings locais, dividem a clientela. Desses, Daitan tem bom atendimento e ambiente acolhedor, mas com características mais ocidentalizadas. Doshi é surpresa para quem vê as pequenas instalações, mas com excelentes sushis e ótimo atendimento.
Sumirê provavelmente é o mais tradicional na pureza de seus pratos. Basta conferir desde o estacionamento (forrado de Hondas e Toyotas) às expressões e idioma típicos da Terra do Sol Nascente. Tudo muito cuidadoso, exceto pelo curto horário de atendimento (verifique antes para não se decepcionar, porque os pratos valem o que custam).
A dica para os mais "puristas" e também para os principiantes é o Kaizen (em japonês, mudança para melhor). Igor Mori, chefe recém-contratado pela casa, é um profundo conhecedor de diversas culinárias. E ousa. Prove o Jyô Flambado: salmão envolvendo enguias defumadas, servido sobre uma delicada rodela de limão e flambado no conhaque. Um verdadeiro primor da culinária que hoje já não tem mais fronteiras.
Assim, estas são algumas das opções para quem ama esta exótica arte e também para quem quer se iniciar em uma nova e particular viagem pelos muitos sabores da região.
Banzai!
Por: Carol Rehder -
penacozinha@mercadogastronomico.com.br
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